Contente com o novo momento de formação dos padres no Brasil, o bispo de Santarém (PA), dom Esmeraldo Barreto de Farias, afirmou que a Igreja Católica no país “começa a formar padres missionários” a partir das novas Diretrizes para a Formação Presbiteral para a Igreja no Brasil, documento que substitui seu antecessor, que vigorou entre os anos de 1995 e 2009. “Nosso novo documento se preocupa com a vida das pessoas da atualidade, com o padre de hoje e com a missionariedade. Foi por isso que recebemos tantos elogios ao novo documento, da Congregação para a Educação Católica, em Roma”, comemorou.Em seu discurso, durante a coletiva de imprensa que aconteceu na tarde de hoje, 7, o bispo de Santarém destacou os pontos do documento elogiados pela Santa Sé. “A Congregação para a Educação Católica elogiou vários pontos das Diretrizes: o fato de nós termos colocado o seminário como tempo de caminho, busca e descoberta de Cristo; a experiência de Cristo como fundamental para o jovem compreender melhor o chamado que Deus está lhe fazendo; e as conseqüências desse chamado para a sua vida”, pontuou.
Foi uma lista de elogios ao Documento, segundo dom Esmeraldo. “O fato de termos colocado o conhecimento de Jesus Cristo como marca fundamental na vida do jovem, por exemplo. Se ele não conhece Jesus, como ele vai amá-lo sendo discípulo e missionário?”, questionou citando o texto. “Outro ponto elogiado pela Santa Sé foi a referência ao Ano Sacerdotal, aberto em junho de 2009 e que será concluído no próximo mês.
Dimensão Comunitária e PastoralPresente no documento e importante para a vida da Igreja é a dimensão comunitária, que também foi destacada no novo documento. “Essa dimensão é muito importante para mostrar que o padre é aquele que se prepara e não é isolado do mundo, mas precisa ter uma visão importante de vida comunitária com os demais padres e bispos da diocese e das pessoas na diocese”.
Dom Esmeraldo deu um exemplo do aprofundamento do novo Documento para a formação presbiteral. “Ele (o padre) não vai para lá na comunidade para viver sozinho, mas para conviver, partilhar na formação dos conselhos comunitários e pastorais das comunidades. O sacerdote de hoje só consegue formar comunidades se ele abraçar a missionariedade”. “Para isso”, disse o bispo, “além de toda formação dos institutos de filosofia e teologia, estão sendo feitas experiências missionárias em grandes cidades para que os seminaristas possam descobrir a importância de ser missionário no mundo de hoje. Eles aprendem a serem missionários na cidade grande, com os jovens, com as famílias, em grandes condomínios, periferias das cidades, bairros populares, no interior, seja do Nordeste, no Sul ou na Amazônia. O documento tem toda essa preocupação”, enumerou.
Para concluir os tópicos enfáticos da formação do padre na atualidade, presentes nas Diretrizes, dom Esmeraldo disse que outros pontos também são importantes e interligados no documento, como a exortação apostólica do papa João Paulo II sobre a formação dos presbíteros; a dimensão intelectual que não pode ser vivida, formada e seguida sem estar ligada à dimensão espiritual, pastoral, humano-afetiva e comunitária. “São todas dimensões interligadas que necessitam estarem interligadas, que têm como referência o Documento de Aparecida (DAp) para a formação dos presbíteros no Brasil, porque se trata no mundo atual de ajudar as pessoas a descobrirem sua missão e seguimento a Jesus Cristo”, concluiu o bispo.
A Reformulação das Diretrizes para a Formação dos Presbíteros no Brasil aconteceu durante a Conferência Episcopal da América Latina e Caribe, que aconteceu em Aparecida (SP), em maio de 2007. A CNBB procurou designar uma comissão para trabalhar o documento que foi aprovado no ano passado.

O bispo de Registro (SP), dom José Luiz Bertanha, recordou o 12º Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base, “CEBs: Ecologia e Missão – Do ventre da terra, o grito que vem da Amazônia”, que aconteceu em Porto Velho (RO), em julho do ano passado. Ele falou do assunto porque os bispos reunidos em Brasília escolheram como tema prioritário da 48ª AG, as CEBs, que foram tratadas nesta quinta-feira, 6.
Foi o que disse o presidente da Comissão Episcopal para o Ecumenismo e Diálogo Interreligioso da CNBB e arcebispo de Montes Claros (MG), dom José Alberto Moura. Durante a coletiva de imprensa desta sexta-feira, 7, ele explicou o significado de ser ecumênico. “Foi o próprio Jesus que pediu ao Pai para sermos um e que houvesse um só rebanho e um só pastor, mas as disjunções históricas mostraram as divisões e, o movimento ecumênico é a maneira encontrada para que possamos interagir e respeitar as diferenças compreendendo o outro”.
Na tarde desta sexta-feira, 7, os bispos discutirão na terceira sessão do dia o tema Ecumenismo. Para o momento, foram convidados representantes de outras Igrejas Cristãs: Igreja Luterana, Presbiteriana Unida do Brasil, todas as Igrejas Ortodoxas do Brasil, a Igreja Anglicana e algumas comunidades pentecostais. Assim como as Igrejas, participam também do momento alguns organismos que mantêm diálogo com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), como o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic) e a Coordenadoria Ecumênica de Serviços (Cesi).
Em plenário, os bispos irão fazer um estudo sobre o empenho ecumênico da Igreja Católica no Brasil e uma reflexão sobre a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2010, “Economia e Vida”. Às 18h30, em um segundo momento dedicado ao ecumenismo, haverá a celebração ecumênica, que já é uma tradição das Assembleias. A celebração será presidida pelo arcebispo de Montes Claros (MG) e presidente da Comissão Ecumênica da CNBB, dom José Alberto Moura. A coordenação será feita pelo padre Elias Wolff.
“É uma grande preocupação da Igreja hoje o meio universitário. Ali se formam os principais protagonistas de uma história que nós queremos que seja nova, em que a justiça, a verdade o amor e a unidade se façam presentes”, destacou, hoje, 6, o arcebispo de Sorocaba (SP), dom Eduardo Benes, que é membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura, Educação e Comunicação Social, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Dom Eduardo, que está participando em Brasília da 48ª Assembleia Geral da CNBB, destacou na coletiva de imprensa o trabalho realizado pelas instituições católicas de educação no avanço escolar do país. “Temos um amplo setor de atuação, como escolas de nível básico e fundamental e também temos as Universidades Católicas. Todas essas instituições estão congregadas numa só organismo chamado de Associação Nacional de Escolas Católicas (ANEC). Temos que dar principal destaque às Universidades Católicas de todo o Brasil, pois, estão fazendo um trabalho belíssimo, e principalmente muito sério, na educação de nossos jovens.”
“O objetivo da Missão Continental é recuperar a dimensão missionária de toda a Igreja na América Latina com o desejo de colocá-la, com toda a sua estrutura, em estado permanente de missão”. Foi o que disse o arcebispo de Aparecida (SP) e presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), dom Raymundo Damasceno Assis, na coletiva de imprensa desta quinta-feira, 6.
A presença de Cristo na Eucaristia; Leitura, meditação e reflexão da Palavra de Deus, e a prática da caridade. Estes são os três pólos que equilibram a vida da Igreja, segundo o arcebispo de Diamantina (MG), dom João Bosco Oliver de Faria. De acordo com ele, a Assembleia optou por valorizar o estudo da Palavra de Deus porque a Bíblia muda o sentido da vida do ser humano. “A Palavra de Deus alimenta a vida do cristão. Não se trata de um texto fixo, mas sim da possibilidade de tornar rica a experiência da pessoa com Deus. Já a caridade faz com que a pessoa pense no seu próximo e não apenas em si. Tudo isso trazemos para um estudo mais aprofundado na Assembleia porque acreditamos que essa Palavra deve ter maior alcance junto aos leigos”, sublinhou.