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sábado, 14 de julho de 2012

TEMPO DE FÉRIAS



Chega o período das férias escolares em nosso país. Muitas crianças e jovens, e também seus pais, aproveitam esse período para uma parada no meio do ano. 
Um período de descanso seja em casa ou mesmo fora da cidade, ou para lugares mais tranquilos e reconfortadores.

O excesso de obrigações e de ocupações cria uma pressão constante sobre as pessoas.

Assistimos hoje a uma liberalização das leis que afetam as horas de trabalho e suas limitações, frente a uma demanda cada vez mais frenética de produção e de consumo. Esse assunto foi aprofundado no Encontro Mundial do Papa com as famílias, em Milão, e o será de novo na Semana Nacional da Família, no próximo mês de Agosto: “A família, o trabalho e a festa”.

Isso tudo traz uma consequência no campo espiritual: um cada vez mais constante processo de secularização e desumanização dos domingos e dias santos, e também das férias.
Não há dúvida de que existe um período para o trabalho e um tempo para o descanso. O descanso não é apenas um mandamento legítimo, mas também abençoado pelas Sagradas Escrituras. Basta lembrar o sentido do Dia do Senhor semanal, do ano sabático e o tempo do jubileu.

Então, quem pode passar férias deve fazê-lo como uma fonte de crescimento, regeneração espiritual. Uma maneira de estimular a viver com alegria. Nós temos uma carência natural de descanso, de lazer e de diversão, tendo em vista sermos imersos muitas vezes numa atmosfera de fadiga constante e de preocupação diária com os afazeres laborais. Isso é típico do nosso tempo de consumismo e que, muitas vezes, descansar pode parecer deixar de ganhar (“quando passará o sábado para voltarmos a ganhar?”)

Todos conhecem as fotos do Santo Padre João Paulo II em descanso no norte da Itália, nas montanhas de Cadore, em Les Combes e no Valle D’Osta. Lá, ele fazia horas e horas de caminhada, leitura, descanso sob as árvores. Ora, sem dúvida, era um refrigério para os seus inúmeros afazeres na cidade do Vaticano. Também o Papa Bento XVI passa atualmente suas férias em Castelgandolfo, sem muitos compromissos oficiais e fazendo o que lhe agrada, que é escrever mais um volume do seu livro “Jesus de Nazaré”. Nesses dias assistiu a um concerto no Palácio Apostólico.

O valor do descanso, portanto, é ser um tempo de descanso físico, psicológico e dando mais tempo para a vida espiritual, que nos faz descansar no Senhor.

São inúmeros os benefícios de um lazer bem organizado, e dentre eles poderíamos destacar um de grande atualidade: um maior comprometimento com a consciência ambiental, seja pelo turismo no campo, seja também no Litoral. 

Assim, conhecendo melhor a natureza que nos cerca – sua beleza e exuberância – e também a grande riqueza de nossos mares e rios, podemos desenvolver um dever de zelar e cuidar de todo esse grande presente da criação divina. 

O aumento dessa consciência ecológica muda hoje a consciência do homem. O homem deve, a exemplo de São Francisco de Assis, se acostumar a ver um irmão e uma irmã em todas as coisas da criação e dizer: Louvado seja meu Senhor com todas as suas criaturas!
Os meios para se desfrutar do lazer de uma forma positiva são inúmeros. Há várias oportunidades que ajudam e contribuem para uma sadia recuperação física, e agem em benefício da sua própria saúde corporal. 

Desta forma, a participação em eventos culturais e festivos, o esporte e o turismo se tornam parte da vida cotidiana, como expressões do tempo livre (Orientações para o Ministério do Turismo – Conselho Pontifício para a pastoral dos Migrantes e Itinerantes – 29/06/2001).
Mas, é claro que na bolsa ou na sacola de praia deve estar armazenadas, também, a coerência com o Evangelho, e não apenas um estilo de vida hedonista ou consumista. É preciso, portanto, construir um lazer inteligente e vital. 

Daí que, mesmo em férias, devemos procurar a oração, a meditação pessoal e a busca dos sacramentos, especialmente da Santíssima Eucaristia. Nesses momentos de lazer podemos aproveitar os dias mais livres, sem maiores obrigações, para meditar mais e melhor a Palavra de Deus. 

A busca pelo silêncio, seja interior ou exterior, seria outro valor a ser cultivado nas férias. Na verdade, só em silêncio podemos ouvir as profundezas de nossa consciência e a voz de Deus. E as férias podem ajudar nessa busca, a redescobrir e a cultivar esta indispensável dimensão interior da existência humana.

Ou seja, tirar férias para parar, escutar, escutar a si mesmo, ou ouvir e meditar a Palavra de Deus seria uma grande bênção. Ter um tempo para si e para Deus, um tempo para o essencial, um tempo para o Espírito, um tempo para oração.
Um olhar de amor faz do tempo um não-tempo. Aí estaria um grande valor das férias.

Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

sexta-feira, 13 de julho de 2012

BFvida

Uma corrida de rua que vai acontecer no dia 22 de julho  em todas as dioceses do Brasil marcando a largada para a contagem regressiva de uma ano para a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013. Esse é o Bote Fé na Vida, uma iniciativa da Igreja do Brasil que visa integrar esportes e evangelização.O lançamento do Bote Fé na Vida aconteceu neste domingo, 20 de maio, durante o Seminário Nacional de Jovens Comunicadores, em Brasília, com a participação do triatleta Diego Ciarrocchi, que vai participar da organização do evento. Ele lembrou que a corrida é a segunda atividade esportiva mais praticada no Brasil e anunciou que esse será apenas o primeiro evento, pois outros esportes também serão contemplados posteriormente.As inscrições serão descentralizadas, feitas em cada diocese. Para as dioceses se organizarem, foi preparada uma sessão especial no site Jovens Conectados com várias dicas. O conteúdo pode ser acessado neste link.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Censo e religiosidade - Reflexões de Dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo de Belo Horizonte


O Censo Demográfico 2010, apresentado pelo IBGE, está merecendo uma especial consideração no que diz respeito ao cenário religioso da sociedade brasileira. Contudo, esse interesse, obviamente, não pode apenas ser em função do conjunto da dança de números: a constatação de declínio na declaração de crença quanto ao catolicismo, o crescimento daqueles que dizem não ter religião, ou, ainda, a consideração do crescimento evangélico, fruto do viés pentecostal. 

Esse cenário de diversificação há de produzir leituras e interpretações em algumas direções essenciais. Uma delas refere-se à configuração e aos funcionamentos institucionais das diferentes confissões religiosas. É importante avaliar o sentido de pertença e a mobilidade religiosa que atinge o interior de cada confissão, refletir sobre a capacidade de agregar e formar pessoas, nas diferentes etapas da vida. Também é essencial analisar e compreender a importância de cada instituição na configuração de uma sociedade melhor, na formação de uma consciência cidadã. O compromisso com uma conduta pessoal, social e política, que sustente e promova uma sociedade mais ancorada na justiça e na solidariedade é central na avaliação da fé cristã e de sua autenticidade. 

As estatísticas são de grande importância para análises e interpretações qualitativas capazes de contribuir para que a vivência na confissão religiosa configure uma mudança na vida pessoal, social e política, estimulando um entendimento mais adequado da significação da fé em Deus. Em questão, por exemplo, está um entendimento equivocado da fé cristã, até com força de atração por despertar interesses imediatos, como é o caso da compreensão de Deus como um sujeito de barganha ou um milagreiro. Nesse caso, um milagreiro que está à disposição e à mercê do que se entende, erroneamente, como vivência da fé. Um grave equívoco que leva ao absurdo de interligar oferta em dinheiro e a condição para se receber o milagre esperado. Trata-se de um viés situado na chamada teologia da prosperidade que, lamentavelmente, leva a explorações e a verdadeiros desvios, usufruindo das necessidades prementes de saúde e de sucesso. 

Essa compreensão sustenta explicações também inadequadas, como a de que alguém não conseguiu um milagre ou uma benção por ser fraco na fé, entendendo a fé como uma força que tem sua fonte na própria pessoa, em detrimento do intocável sentido de obediência à vontade de Deus. Esse é apenas um exemplo para sublinhar que o Censo com suas pertinentes estatísticas deve instigar um processo interpretativo e de avaliação quanto ao papel da confissão religiosa na vida das pessoas e no tecido da sociedade, sem que se possa dispensá-la de sua importante contribuição sociocultural. Nesse horizonte, a Conferência Nacional doa Bispos do Brasil (CNBB), no dia em que o IBGE divulgou o Censo 2010, apresentou resultados de um estudo produzido pelo Centro de Estatísticas Religiosas e Investigação Social (CERIS) - entidade brasileira de pesquisa religiosa fundada pela própria CNBB. Esse trabalho mostra que a Igreja Católica não apenas continua majoritária na sociedade brasileira, reunindo 64,6% da população, como também cresceu vertiginosamente em número de paróquias e dioceses, vocações, na efervescência de novos movimentos eclesiais e nos investimentos na rede de comunidades. Nessa mesma perspectiva de reflexão e avaliação qualitativa, a partir dos números, a Arquidiocese de Belo Horizonte, considerando as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, a convocação para pensar e agir no horizonte de uma Nova Evangelização, está vivendo o processo da sua IV Assembleia do Povo de Deus. É hora de avaliar, rever e ousar, por uma escuta qualificada, pelo compromisso de consolidar a tarefa insubstituível que a Igreja Católica tem no tecido cultural e sociopolítico, na alegria de anunciar o Evangelho do Reino.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Arcebispos brasileiros recebem pálio de Bento XVI



Na manhã do dia 29, na Basílica de São Pedro, em Roma, sete arcebispos brasileiros receberam pela imposição do Papa Bento XVI o Pálio, símbolo de comunhão dos Metropolitas com o Sumo Pontífice. Cada arcebispo proferiu um juramento no qual se comprometeu a ser “sempre fiel e obediente” à Igreja Católica, ao Papa e aos seus sucessores.

Ao todo 44 arcebispos receberão o pálio, uma insígnia litúrgica de "honra e jurisdição" da Igreja Católica. Dentre eles, estão os seguintes brasileiros: dom Wilson Tadeu Jonck S.C.I., de Florianópolis (SC); dom Jose Francisco Rezende Dias, de Niterói (RJ); dom Esmeraldo Barreto de Farias, de Porto Velho (RO); dom Airton Jose dos Santos, de Campinas (SP); dom Jacinto Furtado de Brito Sobrinho, de Teresina (PI); dom Paulo Mendes Peixoto, de Uberaba (MG); dom Jaime Vieira Rocha, de Natal (RN).

Na cerimônia, Bento XVI afirmou que as falhas humanas estão na origem do “drama da história do próprio papado” e que a Igreja Católica é mais forte do que “as forças do mal”.

“O papado constitui o fundamento da Igreja peregrina no tempo, mas ao longo dos séculos assoma também a fraqueza dos homens, que só a abertura à ação de Deus pode transformar”, disse, na homilia da celebração.

Dom Filippo Santoro, que foi bispo de Petrópolis no Brasil e é atualmente arcebispo de Taranto, Itália, foi um dos agraciados pelo título e descreveu a respeito da emoção sentida durante a cerimônia. “Receber o Pálio representa uma grande responsabilidade e uma grande alegria, porque o Papa, chamando-me aqui de volta à Itália depois de 27 anos de Brasil, me dá esta função de arcebispo da arquidiocese de Taranto e uma responsabilidade muito grande. O arcebispo metropolita, recebendo o Pálio, tem um vínculo mais estreito com o Santo Padre: um vínculo de fidelidade ao sucessor de São Pedro, um vínculo de viver a fé de maneira mais radical e profunda, como São Pedro viveu dando a vida por Cristo, e organizar a vida pastoral segundo a orientação do Papa, em comunhão com os bispos na Itália e no mundo”, afirmou.

O arcebispo de Niterói (RJ), dom José Francisco Rezende Dias, expressou seu sentimento de gratidão pela escolha de Bento XII. “É sempre emocionante encontrar o Santo Padre, mas a emoção é marcada também pela alegria e a gratidão pela escolha e a confiança que ele depositou em mim para que pudesse ser o arcebispo de Niterói. É um momento feliz e trago também no coração toda a Igreja arquidiocesana de Niterói em um sinal de comunhão com o sucessor de Pedro, o Papa Bento XVI, além da alegria e do compromisso de procurar sempre trabalhar em união e servir o povo nesta disposição de fidelidade, obediência e responsabilidade diante de todo o trabalho pastoral que me é confiado”, declarou.

IBGE divulga dados, CERIS mostra "Igreja viva"


De acordo com o Censo Demográfico 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os católicos permanecem sendo maioria, embora haja uma maior diversidade religiosa da população brasileira. Os dados mostram que 64,6% da população professa a fé católica, havendo 72,2% de presença neste credo no Nordeste, 70,1% no Sul e 60,6% no Norte do país. A proporção de católicos foi maior entre as pessoas com mais de 40 anos, chegando a 75,2% no grupo com 80 anos ou mais.

A análise mostra que outros 22,2% da população são compostos por evangélicos, 8% por pessoas que se declaram sem religião, 3% por outros credos e 2% por espíritas.


CERIS mostra “Igreja Viva”

O Censo Anual de 2010 realizado pelo Centro de Estatística e Investigações Sociais (CERIS) — entidade brasileira de pesquisa religiosa fundada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) — revelou uma “Igreja Viva”. É o que afirma a análise sociológica da evolução numérica da presença da Igreja no Brasil, feita pelo sociólogo Padre José Carlos Pereira, que também é colaborador do CERIS:

De acordo com o sociólogo, os dados apontam para o aumento do número de paróquias e para a criação de novas dioceses, mostrando uma Igreja em constante crescimento:

“Os teóricos da secularização dizem que a religião está fadada ao fracasso, mas o que vemos é o contrário, pois à medida que surge a necessidade da criação de mais paróquias e estas de serem setorizadas, ampliando, assim, o seu alcance, supõe-se que os resultados são de uma maior adesão religiosa, inclusive de pessoas afastadas”, especifica o texto.

O centro de estatísticas também apontou um crescimento considerável em relação às vocações sacerdotais e religiosas, confirmando no Brasil a tendência do aumento do número de sacerdotes diocesanos e religiosos no mundo — conforme divulgou o Setor Estatístico do Vaticano, na semana passada, ao afirmar que o número passou de 405 mil para 413 mil.

“O quadro geral mostra uma vitalidade da religião católica, por meio de um borbulhar de novas modalidades, ou novas formas de viver a fé católica, por meio das novas comunidades, novos movimentos eclesiais e da volta às origens dos ideais das primeiras comunidades cristãs, que tem refletido outro quadro estatístico, que é da evolução do número de presbíteros entre os anos de 1970 e 2010, conforme vemos na atual planilha do CERIS.Isso indica um retorno ao catolicismo dos afastados, mas também uma identificação maior daqueles que já praticavam o catolicismo, mas não se sentiam muito firmes, identificados com a doutrina católica. Sendo assim, por mais que se diga que houve aumento no número dos que se dizem sem religião, ou que cresceu o interesse e as adesões a novos grupos religiosos e a novas igrejas, a Igreja Católica se revela ainda mais estruturada e em franca expansão, com seus empreendimentos missionários como, por exemplo, os que foram propostos pela Missão Continental”, destaca a redação da análise.


Alguns números da pesquisa

Paróquias

Os dados revelam um crescimento vertiginoso no número de paróquias entre os anos de 1994 a 2010, em diversos Regionais da CNBB, com destaque para os regionais Leste 2 (de 1.263 para 1.722) e Sul 1 (de 1.651 para 2.431) , que correspondem ao Estado de Minas Gerais e Espírito Santo (Regional Leste 2) e ao Estado de São Paulo (Regional Sul 1), que são os dois maiores Regionais em número de paróquias e de contingente populacional.


Padres

Em 2000 eram 16.772 padres. Em 2010 chegou a 22.119 padres. A distribuição de padres por habitantes é outro fator levantado pela pesquisa. Em 2000 havia pouco mais de 169 milhões de habitantes e para cada sacerdote eram 10.123,97 habitantes. Dez anos depois havia aproximadamente 190 milhões de habitantes e cada padre teria o número de 8.624,97 habitantes.

A concentração do clero por regiões brasileiras, segundo a pesquisa do CERIS, mostrou que havia uma concentração maior na região sudeste em detrimento das outras regiões. Do total de padres no país a região sudeste concentrava quase metade dos sacerdotes, com 45%. O sul ficava com um quarto da população de padres, 25%, o nordeste 16%, o centro-oeste apenas 9%. Já o norte seria a região com menos padres, apenas 3%.

Fonte: CNBB

Padre Adilson Assessora Retiro do Clero no Lima




De  02 a 05 de julho, os padres da Diocese de Mossoró estarão participando do seu Retiro no Santuário de Nossa Senhora dos Impossíveis, no Lima. Para assessorar o Retiro Espiritual foi convidado padre Adilson Carlos Simões da Silva, da Diocese de Pesqueira. Padre Adilson especializou-se em Missiologia, aplicando nas comunidades rurais “novos métodos e novas expressões” nas missões populares. Autor de vários livros, entre eles “Um outro caminho”, “Católico ou espírita”, “Eucaristia”, “Ministério e fé”.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Corpo de Cristo



Jesus Cristo, pelo Espírito Santo, une a si intimamente os seus fiéis. Os que estão unidos ao Cristo, estão também unidos entre si, formando um só corpo: a Igreja. Nela, a unidade se realiza na diversidade de membros e funções.

Esse corpo está ligado intimamente à Cabeça, que é o próprio Cristo Jesus (cf. Cl 1, 18). O corpo e a Cabeça, formam uma união mística, uma só pessoa. D. Hélder Câmara dizia que abandonar a Igreja seria a mesma coisa que abandonar o Seu próprio corpo.

“Amar  Cristo e a Igreja: trata-se da mesma coisa.” (Ir. Roger Schutz)

Infalibilidade



A Igreja é infalível, pois Jesus prometeu-lhe o Espírito Santo para manter e introduzir cada vez mais profundamente na verdade. Quando uma verdade de fé evidentemente é repentinamente negada ou mal interpretada, a Igreja tem de ter uma última voz que explique vinculativamente o que é verdadeiro e o que é falso; trata-se da voz do Papa.

Como sucessor de São Pedro e como primeiro dos bispos, tem sozinho um tal poder de formular a indiscutível Verdade segundo a Tradição da fé da Igreja, que essa Verdade é exposta aos crentes para todos os tempos como “digna de fé”; nesse caso dizemos que o Papa anuncia um dogma. [143]

Sacramentais




Os sacramentais são celebrações litúrgicas onde é concedida a benção. Essas ações sagradas compõem-se de uma oração acompanhada pelo sinal-da-cruz e por outros sinais.

Os sacramentais mais comuns são benção da água, dos sinos, da casa, do automóvel. Também são sacramentais a imposição das cinzas, a benção dos ramos da Semana Santa, que são celebrados dentro da Santa Missa.

Como são ações litúrgicas, eles elevam os fiéis ao louvor a Deus e os dispõe a santificar as diversas circunstâncias de sua vida. [272]

Vícios



O pecado leva ao pecado, e a sua repetição gera o vício. Os vícios são hábitos negativos que ofuscam a consciência e inclinam o ser humano ao mal e o dispõe  para o pecado de forma habitual.

Os vícios podem estar unidos aos sete pecados capitais: soberba, avareza, inveja, ira, impureza, gula e preguiça.

Aristóteles, filósofo grego da antiguidade, diz que tanto a virtude como o vício estão em nosso poder: “De fato, onde estiver em nosso poder o fazer, aí estará também o deixar, e onde estiver o não, aí estará também o sim.” [318]


Despertar Jovem



 

Encontro com os Jovens da Paróquia de Martins, Sábado dia 30/06, a partir das 8h no Colégio CERBA/Martins

sábado, 16 de junho de 2012

Bem-Aventuranças dos Jovens

As Bem-Aventuranças dos Jovens

Bem-aventurados os jovens sábios,
Porque serão também puros de coração e simples de espírito:
Eles anunciarão a Paz!
Bem-aventurados os jovens humildes,
Porque eles saberão acolher a verdade
Escondida no coração de todas as pessoas
Que encontrarem ao longo do caminho!
Bem-aventurados os jovens pobres,
Porque terão o olhar voltado para Deus
E vencerão com esperança suas lutas neste mundo!
Bem-aventurados os jovens que fazem da caridade
Uma lei do seu coração, porque, amando sem reservas,
Encontrarão a coragem de obedecer a profetas e santos!
Bem-aventurados os jovens que temem o Senhor,
Porque não temerão inimigo algum na terra,
Seja pequeno ou grande!
Bem-aventurados os jovens pacíficos,
Porque serão vistos como herdeiros da terra de Deus!
Porque a eles todos, será dada por herança
A eterna bem-aventurança!
João Paulo II

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Dia Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes


Sendo hoje Festa do Sagrado Coração de Jesus, Dia Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes, e amanhã, o segundo aniversário do encerramento do Ano Sacerdotal, o cardeal Mauro Piacenza, Prefeito da Congregação para o Clero pede orações pela identidade, a santificação e a missão de todo o povo de Deus.

Em um mundo onde até mesmo a figura do sacerdote parece estar dominada pelo caos, confusão, dúvidas, tentações, o cardeal Piacenza renova a sua fé no Senhor e a sua confiança no bem que os sacerdotes difundem no mundo.

Para conhecer as razões desta fé e desta confiança, ZENIT entrevistou o Prefeito da Congregação para o Clero.

****

ZENIT: Qual é o significado de eventos como a Festa do Sagrado Coração de Jesus e o Ano Sacerdotal? O que os une?

CARD. PIACENZA: Certamente, a Missão é a chave para a interpretação dos eventos mencionados. O Ano Sacerdotal, que foi um evento excepcional querido pelo Santo Padre Bento XVI, quis salientar a profunda ligação entre identidade e missão dos sacerdotes, reconhecendo como, os dois elementos, estejam totalmente relacionados entre si: o Sacerdócio ministerial é para a missão e na missão se define a identidade sacerdotal. A Jornada mundial de oração pela santificação dos Sacerdotes é, ao contrário, um evento anual, que cada Igreja particular está chamada a celebrar, mostrando aquela comunhão e reciprocidade na oração, que deve caracterizar todo o povo de Deus, chamado a implorar do Senhor o dom dos Pastores Santos. Além disso, o sacerdócio ministerial está a serviço do comum de todos os batizados, que se realiza, concretamente, na resposta ao chamado universal à santidade.

ZENIT: Mas é necessário portanto uma jornada de oração pela santificação do Clero? E por que justo na Festa do Sagrado Coração?

CARD. PIACENZA: Da oração “nunquam satis”, nunca há suficiente! Orar pela santificação dos Sacerdotes significa, em certo sentido, orar pela santidade de todo o povo de Deus, ao qual todo o ministério está ordenado. É, então, uma oportunidade para favorecer a comunhão e a mútua custódia orante, entre membros do mesmo presbitério, quase em um arco perfeito, que vai da Missa do Crisma à Festa do Sagrado Coração de Jesus, abraçando os mistérios fundamentais da nossa fé e contemplando-os em chave sacerdotal. Finalmente, como afirmado pelo Cura d'Ars, "O Sacerdócio é o amor do Coração de Jesus", seja entendendo aquela necessária intimidade e apropriação que sempre cada sacerdote deve ter com o Senhor, seja indicando o amor e a caridade de Jesus “bom Pastor”, ao qual todo exercício do ministério ordenado deve tender. A caridade pastoral é a verdadeira chave interpretativa desta jornada de oração.

ZENIT: E como se coloca, tudo isso, na perspectiva do Ano da Fé?

CARD. PIACENZA: O Ano da Fé foi escolhido pelo Santo Padre para comemorar dois aniversários importantes, um depende do outro. Primeiro, o cinquentenário da abertura do Concílio Vaticano II e, conseqüentemente, o vigésimo aniversário da promulgação do Catecismo da Igreja Católica, que é o Catecismo do Concílio Ecumênico Vaticano II! Novamente, os sacerdotes são chamados a oferecer sua generosa contribuição, também no Ano da Fé, para executar as indicações do Papa, lembrando como, justo na sua missão e na obra de evangelização se reforça a mesma identidade sacerdotal. Ler e, em certo sentido, "redescobrir" o Concílio, em todo o seu significado profético e missionário, é uma das tarefas mais urgentes, hoje, na Igreja.

ZENIT: o senhor acha que o Concílio ainda não seja bem conhecido?

CARD. PIACENZA: Eu acho que a Igreja seja sempre guiada pelo Espírito Santo e que, portanto, textos como aqueles conciliares, também depois de 50 anos, podem e devem continuar a falar a todo o Corpo eclesial, e especialmente a todos os Sacerdotes, evitando com cuidado a tentação, sempre possível, do precoce e superficial "armazenamento". O Concílio, como repetidamente enfatizado tanto pelo Beato João Paulo II, como pelo Santo Padre Bento XVI, é uma "bússola" para o terceiro milênio e, conseqüentemente, para toda obra de evangelização e de nova evangelização. A correta Hermenêutica é condição, e não obstáculo, ao conhecimento do Concílio. Basta pensar, por exemplo, e lembro-me claramente, no impacto que teve a Encíclica Evangelii Nuntiandi, do Servo de Deus, o Papa Paulo VI, na qual já se interpretava, de modo profético para aqueles tempos, o impulso missionário do Concílio.

ZENIT: Eminência, o senhor fala muito sobre a "missão". Mas é esta hoje a emergência na Igreja? Considera que haja um "déficit" missionário?

CARD. PIACENZA: A missão não é uma das "atividades" do Corpo eclesial, mas caracteriza essencialmente a identidade. Sem missão, não há Igreja, e vice-versa! A Igreja é totalmente relativa à missão, ao encontro dos homens, de todo tempo e lugar e de toda cultura, com o Senhor Ressuscitado. Levar a todos o anúncio do Reino e Salvação: esta é a tarefa essencial da Igreja! Tarefa que, nas diversas épocas e circunstâncias, declina-se a modalidades diferentes, mas que conserva sempre o próprio núcleo essencial, constituido pela obediência ao mandamento de Jesus: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura”. Se os homens de Igreja, todos os batizados, e os Sacerdotes em especial, perdessem tal desejo missionário, perderiam um aspecto essencial do batismo e, em certos aspectos, da própria fé cristã.

ZENIT: A carta de convocação, presente no site da Congregação (www.clerus.org) afirma que a Santificação do Clero "não está em contradição com a consciência dos [...] fracassos pessoais, e nem sequer das culpas de alguns que, por vezes, humilharam o sacerdócio aos olhos do mundo”. Pode-se afirmar que “a emergência do clero” acabou?

CARD. PIACENZA: Não. A emergência é antes de mais nada aquela das feridas provocadas das culpas de alguns e, até que as feridas não sejam cicatrizadas, não é possível falar de cura. Certamente todos nós aprendemos uma importante lição do que aconteceu: nunca é possível abaixar a guarda, porque o mal “como leão rugente anda procurando a quem devorar”. Os comuns instrumentos da santificação e um alto nível de espiritualidade são o pressuposto indispensável para desejar um futuro no qual certos episódios não sejam mais do que uma terrível lembrança.

Nunca seremos integralmente santos, nesta fase terrena do Reino, mas certamente podemos e devemos esforçar-nos para uma maior Santidade, através de todas as ferramentas que a Igreja nos oferece, a partir da Palavra e dos sacramentos, para alcançar a vida comunitária e o zelo missionário, para todas as almas. A paixão por anunciar Cristo é a verdadeira “medida” da temperatura da fé de uma época! Que a Virgem Maria nos guarde, Estrela da missão.

Festa do Sagrado Coração de Jesus- 2012 - Bairro José Elinas dos Santos



Tema: Jesus de Nazaré, o príncipe da Paz (Isaias 9,5)

Lema: No Coração de Jesus nós encontramos a Paz


Dia do Coração de Jesus
- Às 19h procissão e Missa
Festivais Diversos

Participe!
O Sagrado Coração de Jesus está
com o coração aberto para te acolher.
Venha e colabore!





sexta-feira, 8 de junho de 2012

Corrida de rua marca contagem regressiva para a JMJ Rio 2013


A contagem regressiva para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2013, no Rio de Janeiro, vai começar com uma corrida de rua em todo o País.

Uma corrida de rua, que vai acontecer no dia 22 de julho em todas as dioceses do Brasil, marcará o início da contagem regressiva de um ano para a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013. Esse é o Bote Fé na Vida, uma iniciativa da Igreja do Brasil que visa integrar esportes e evangelização.

O lançamento do Bote Fé na Vida aconteceu neste domingo, 20 de maio, durante o Seminário Nacional de Jovens Comunicadores, em Brasília, com a participação do triatleta Diego Ciarrocchi, que vai participar da organização do evento. Ele lembrou que a corrida é a segunda atividade esportiva mais praticada no Brasil e anunciou que esse será apenas o primeiro evento, pois outros esportes também serão contemplados posteriormente.

As inscrições serão descentralizadas, feitas em cada diocese. Para as dioceses se organizarem, foi preparado uma sessão especial no site Jovens Conectados com várias dicas.

CORPUS CHRISTIS EM MARTINS/RN


Fotos da Procissão de CORPUS CHRISTI em Martins
 Fonte:  http://wwwnaserra.blogspot.com.br/ 



















Já te adicionei na minha lista de blogs...

terça-feira, 5 de junho de 2012

CORPUS CHRISTI

NESTA QUINTA-FEIRA, 07 DE JUNHO, A IGREJA CELEBRA A SOLENIDADE DE CORPUS CHRISTI



NA PARÓQUIA DE MARTINS TEREMOS MISSA EM:

  • FRUTUOSO GOMES, ÀS 8 HORAS;
  • SERRINHA DOS PINTOS, ÀS 10 HORAS;
  • MARTINS, 16 HORAS E 30 MINUTOS;
  • ANTÔNIO MARTINS, 19 HORAS.
PARTICIPE, VOCÊ E SUA FAMÍLIA!

Postagem em destaque

ROTEIRO DO MÊS MAIO - 2016

ROTEIRO PARA O MÊS DE MAIO (Antes de iniciar o Terço, sugerimos uma procissão, conduzindo a imagem de Nossa Senhora, durante o traj...