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quarta-feira, 13 de março de 2013

SAUDAÇÃO DA CNBB AO NOVO PAPA




Dom Leonardo Steiner, secretário geral da CNBB, em entrevista coletiva concedida à imprensa, na tarde desta quarta-feira, 13 de março, apresentou a saudação oficial da CNBB ao papa Francisco I.
leiaa saudação na íntegra:
SAUDAÇÃO DA CNBB AO NOVO PAPA
“Bendito o que vem em nome do Senhor!”(Sl 118,26)

Tomada pela alegria e espírito de comunhão com a Igreja presente em todo o mundo, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB eleva a Deus sua prece de louvor e gratidão pela eleição do novo Sucessor de Pedro, Sua Santidade Francisco I.
O tempo e as circunstâncias que antecederam a eleição de Francisco I ajudaram a Igreja a viver intensamente a espiritualidade quaresmal, rumo à vitória de Cristo celebrada na Páscoa que se aproxima. O momento é de agradecer a bondade de Deus pela bênção de um novo Papa que vem para guiar os fieis católicos na santidade, ensiná-los no amor e servi-los na humildade.
A eleição de Francisco I revigora a Igreja na sua missão de “fazer discípulos entre todas as nações”, conforme o mandato de Jesus (cf. Mt 28,16). Ao dizer “Sim” a este sublime e exigente serviço, Sua Santidade se coloca como Pedro diante de Cristo, confirmando-Lhe seu amor incondicional para, em resposta, ouvir: “Cuida das minhas ovelhas” (cf. Jo 21,17).
Nascido no Continente da Esperança, Sua Santidade traz para o Ministério Petrino a experiência evangelizadora da Igreja latino-americana e caribenha.
A expectativa com que o mundo acompanhou a escolha do Sucessor de Pedro revela o quanto a Igreja pode colaborar com as Nações na construção da paz, da justiça, da igualdade e da solidariedade.
Ao novo Papa não faltará a assistência e a força do Espírito Santo para cumprir esta missão e aprofundar na Igreja o dom do diálogo, em uma sociedade marcada pela pluralidade e pela diversidade, e o compromisso com a vida de todos, a partir dos mais pobres, como nos ensina Jesus Cristo.
           Ao saudá-lo no amor de Cristo que nos une e na missão da Igreja que nos irmana, asseguramos-lhe a obediência, o respeito e as orações das comunidades da Igreja no Brasil, para que seja frutuoso o seu Ministério Petrino.
Com toda Igreja, confiamos sua vida e seu pontificado à proteção da Virgem Maria, mãe de Deus e mãe da Igreja.
Bem-vindo Francisco I! A Igreja no Brasil o abraça com amor!

Dom Belisário José da Silva                         Dom Leonardo Ulrich Steiner
Arcebispo de São Luis                                  Bispo Auxiliar de Brasília
Vice Presidente da CNBB                            Secretário Geral da CNBB
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O cardeal argentino e arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio, de 76 nos, foi eleito o novo pontífice da Igreja Católica Apostólica Roma. A fumaça branca saiu da chaminé da Capela Sistina, às 15h05, no Brasil (horário de Brasília), 19h05, em Roma. O novo Pontífice se apresentou ao mundo, às 16h22 e convidou todo o povo para rezar em intenção ao Papa Emérito, Bento XVI. O anúncio “Habemus Papam” foi pronunciado pelo cardeal diácono mais velho, 70 anos, Jean-Louis Tauran. 
Confira a biografia do Papa Francisco:
Data de nascimento. Nasceu em Buenos Aires em 17 de dezembro de 1936.
Educação. Estudou e se diplomou como técnico químico, mas ao decidir-se pelo sacerdócio ingressou no seminário de Villa Devoto. Em 11 de março de 1958 passou ao noviciado da Companhia de Jesus, estudou humanas no Chile, e em 1960, de retorno a Buenos Aires, obteve a licenciatura em Filosofia no Colégio Máximo São José, na localidade de San Miguel. Entre 1964 e 1965 foi professor de Literatura e Psicologia no Colégio da Imaculada da Santa Fé, e em 1966 ditou iguais matérias no Colégio do Salvador de Buenos Aires. Desde 1967 a 1970 cursou Teologia no Colégio Máximo de San Miguel, cuja licenciatura obteve.

Sacerdócio. Em 13 de dezembro de 1969 foi ordenado sacerdote. Em 1971 fez a terceira aprovação em Alcalá de Henares (Espanha), e em 22 de abril de 1973, sua profissão perpétua. Foi professor de noviços na residência Villa Barilari, de San Miguel (anos 1972/73), professor na Faculdade de Teologia e Consultor da Província e reitor do Colégio Máximo. Em 31 de julho de 1973 foi eleito provincial da Argentina, cargo que exerceu durante seis anos. Esteve na Alemanha, e ao voltar, o superior o destinou ao Colégio de Salvador, de onde passou à igreja da Companhia, da cidade de Córdoba, como diretor espiritual e confessor. Entre 1980 e 1986 foi reitor do Colégio Máximo de San Miguel e das Faculdades de Filosofia e Teologia da mesma Casa.

Episcopado. Em 20 de maio de 1992, João Paulo II o designou bispo titular da Auca e auxiliar de Buenos Aires. Em 27 de junho do mesmo ano recebeu na Catedral primaz a ordenação episcopal, e foi promovido a arcebispo auxiliar de Buenos Aires em 3 de junho de 1998. De tal sé arcebispal é titular desde em 28 de fevereiro de 1998, quando se converteu no primeiro jesuíta que chegou a ser primaz da Argentina.
É Ordinário para os fiéis de rito oriental residentes na Argentina e que não contam com Ordinário de seu próprio rito. Na Conferência Episcopal Argentina é vice-presidente; e como membro da Comissão Executiva é membro da Comissão Permanente representando à Província Eclesiástica de Buenos Aires. Integra, além disso, as comissões episcopais de Educação Católica e da Universidade Católica Argentina, da que é Grande Chanceler. Na Santa Sé, forma parte da Congregação para o Culto Divino e a disciplina dos Sacramentos, e da Congregação para o Clero.

Cardinalato: Criado cardeal presbítero em 21 de fevereiro do 2001; recebeu a barrete vermelha e o título de São Roberto Belarmino.

Franciso I


Francisco I

Novo Papa é da Argentina; Jorge Mario Bergoglio se chamará Francisco (Reprodução)

Novo Papa, Jorge Mário Bergoglio - Francisco

HABEMUS PAPAM

terça-feira, 12 de março de 2013

Pe João Dele - Coordenador Nacional da Pastoral da Criança em Angola


O novo coordenador nacional da Pastoral da Criança em Angola, padre João Dele, retornou nesta sexta-feira, dia 8 de março, para seu país. Depois de passar vinte dias em Curitiba para estudos e nova capacitação, o coordenador confirmou estar muito motivado para dar novo impulso à missão. Incluída entre os dez países com maior taxa de mortalidade infantil no mundo, Angola é uma das frentes prioritárias das ações internacionais da Pastoral da Criança.

Padre da Diocese de Benguela, João Dele, 39 anos, tem um histórico de seis anos de trabalho na Pastoral da Criança em Angola, cujas ações foram levadas ao país pela Dra. Zilda Arns em 1996. Com a expansão das atividades em 2002, assumiu o cargo de primeiro coordenador nacional. Dois anos depois partiu para um período de formação na Itália e diplomou-se em psicologia clínica. Retornou ao país em 2010. No final do ano passado assumiu a coordenação nacional da Pastoral da Criança, indicado por Dom Eugênio Dal Corso, bispo de Benguela.

As ações de promoção da saúde e desenvolvimento integral das crianças, da concepção aos seis anos de idade, estão implantadas no país africano em 18 dioceses. São acompanhadas 73 comunidades em 36 paróquias. Já foram capacitados perto de 7 mil líderes voluntários, mas hoje nem todos estão atuando. João Dele considera como seu primeiro desafio “reorganizar as coordenações e promover sua integração dentro dos objetivos da missão. Melhorar a preparação dos capacitadores que respondem pela formação dos novos líderes e buscar o envolvimento dos bispos nas ações da Pastoral da Criança estão, também, nos planos do novo coordenador.

Um país em reconstrução

Devastada por trinta anos de guerra civil, Angola é um país em reconstrução. Com grande potencial econômico, segundo maior produtor de petróleo da África subsaariana, “o crescimento econômico ainda não resultou em benefícios sociais”, diz João Dele. Crianças e jovens – com até 20 anos – somam 53% da população. É alto o índice de analfabetismo. Grande parte dos habitantes não tem acesso à água potável e energia elétrica. A taxa de mortalidade de crianças menores de 5 anos, anunciada este mês pelo representante do Unicef no país, caiu em três anos de 22% para 14%, ainda um peso muito alto.

Já está implantado em Angola o Sistema de Informação da Pastoral da Criança, que retrata a abrangência e resultado das ações realizadas pelos líderes voluntários nas comunidades. “Mas deve ser melhorado e adaptado às condições e realidade local”, defende João Dele. “A população é extremamente pobre. Metade das mortes de crianças no país tem como causa a malária”. Aumentaram os investimentos do governo em saúde e educação, mas ainda são insuficientes para reverter o quadro de mortes infantis por diarreia, infecções respiratórias e desnutrição.

Nesta realidade, a metodologia de acompanhar as famílias, ensinar a receita do soro caseiro, a prática do aleitamento materno e ampliar seus conhecimentos sobre saúde, higiene e nutrição pode mudar o destino de milhares de crianças angolanas que ainda morrem de doenças que podem ser evitadas. A missão de João Dele para os próximos quatro anos é ampliar e consolidar as ações da Pastoral da Criança em Angola para que mais crianças e gestantes tenham vida em abundância.

Assessoria de Comunicação

Coordenação Nacional da Pastoral da Criança

comunic@pastoraldacrianca.org.br

terça-feira, 5 de março de 2013

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos


A busca da unidade ao longo de todo o ano
 
Promovida mundialmente pelo Conselho Pontífice para Unidade dos Cristãos (CPUC) e pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI), a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC) acontece em períodos diferentes nos dois hemisférios. 
 
No hemisfério norte, o período tradicional para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC) é de 18 a 25 de janeiro. Essas datas foram propostas em 1908, por Paul Watson, pois cobriam o tempo entre as festas de São Pedro e São Paulo, e tinham, portanto, um significado simbólico.
 
No hemisfério Sul, por sua vez, as Igrejas geralmente celebram a Semana de Oração no período de Pentecostes (como foi sugerido pelo movimento Fé e Ordem, em 1926), que também é um momento simbólico para a unidade da Igreja. No Brasil, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC) lidera e coordena as iniciativas para a celebração da Semana em diversos estados.
 
Levando em conta essa flexibilidade no que diz respeito à data, estimulamos a todos os cristãos, ao longo do ano, a expressar o grau de comunhão que as Igrejas já atingiram e a orar juntos por uma unidade cada vez mais plena, que é desejo do próprio Cristo. (Jo 17:21)
 
 
Veja o Blog criado para a SOUC 2012: 
 
Confira o que já temos sobre a SOUC 2013:

Cartaz e Livros de Oração da SOUC
 
Obs.: Frete incluso
 
Como adquirir os materiais?
 
Para adquirir o Cartaz e/ou o Caderno de Oração da SOUC, efetue o depósito no valor correspondente à quantidade desejada de cada material e, depois, encaminhe um e-mail com o comprovante de depósito para conic@conic.org.br. Anote aí as nossas informações bancárias: Banco Bradesco, Conta Poupança: 112888-4, Agência: 0606-8.
 
Oferta da Semana de Oração
 
A oferta simboliza o comprometimento das pessoas com o ecumenismo. É uma forma concreta de mostrar que acreditamos realmente na Unidade dos Cristãos. Os frutos das ofertas doadas ao longo da Semana são distribuídos da seguinte maneira: 40% para a representação regional do CONIC (onde houver) e 60% para o CONIC Nacional.
 
IMPORTANTE: a oferta faz parte da celebração, logo, reserve um momento da liturgia para realizá-la. É um momento de gratidão por todas as coisas boas que recebemos de Deus. Ofertas também poderão ser recolhidas nos encontros temáticos, durante a Semana. Neste ano de 2013 as ofertas destinadas ao CONIC Nacional serão utilizadas na continuidade da conscientização temática “Superação da Intolerância Religiosa”, tema que vem sendo trabalhado pelos regionais do CONIC.
 
Conta para depósito da coleta destinada ao CONIC Nacional
 
Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil
Banco Bradesco
Agência: 0606-8 Brasília/DF
Conta Poupança: 112888-4
 
Sempre que possível, faça depósito identificado:
CNPJ: 00.721.266/0001-23

sexta-feira, 1 de março de 2013

Depois de uma tragédia, convite para ser líder deu novo sentido à vida de Mariinha



O projeto de vida de Maria Aparecida Menezes de Paula (Mariinha) foi alterado em 1998 depois de um trágico acidente que a deixou paraplégica. Demorou para aceitar a realidade e começar a lutar. Aproximou-se mais da Igreja. E sua vida tomou novo rumo quando foi convidada para participar da Pastoral da Criança. Como líder, visitou famílias durante dois anos. Depois passou a coordenadora paroquial.

Mãe de dois filhos, dona de casa, consultora de vendas, capacitadora do Guia do Líder e membro do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Serrana (SP). Nada impede Mariinha de desempenhar tantas atividades e com muita energia e satisfação. “Quando nos colocamos ao serviço do próximo, não vai evitar que tenhamos problemas, mas o farto se torna mais leve”, diz Mariinha.

Em 2011, Mariinha, com 35 anos, falou um pouco sobre sua vida. Nasceu em 17 de novembro de 1976, em Casa Branca, no interior de São Paulo. Nos primeiros anos de vida, a família muda-se para Serrana onde ela cresce numa fazenda. Estuda e se forma no Magistério porque sempre gostou de criança e achava que seu caminho era este. Planejava fazer faculdade.

Mas aos 19 anos conhece e se apaixona por Julio Cesar. Casam-se, mudam-se para Guairá na mesma região de Serrana. Em 1998 Mariinha tem sua filha Adrielly. O casal vive em harmonia na Fazenda Rosário. Programa de final de semana é visitar a família em outra cidade.

Esse era o programa para o dia 16 de agosto de 1998. Rodovia Anhanguera, meio-dia, pista esburacada, um terrível acidente. A filha de 7 meses de idade foi salva por milagre porque foi atirada na pista da rodovia. O marido Julio nada sofreu de grave. Mas aí iria começar o drama de Mariinha. Quebrou a coluna, houve lesão medular entre a T10 e T11, trincou uma vértebra da cervical, quebrou costela, perfurou o pulmão...... Mais tarde o médico confirmou que Mariinha, aos 21 anos, tinha ficado paraplégica.

Demorou para aceitar e começar a lutar. Ficou trancada em casa por mais de um ano. Achava que saia e todos ficavam olhando para ela e não gostava nada disso. A mãe, pessoa de muita fé e coragem levou-a para conversar com padre Aryclenes, também psicólogo em Serrana que disse a frase que não saiu de sua cabeça: “Essa cadeira de rodas é a sua melhor amiga”.

Três anos depois do acidente, Mariinha deixa a casa da mãe e volta para sua casa, agora em Sertãozinho disposta a vencer todas as barreiras para levar uma vida normal: casa, filha, fisioterapia etc. Aprende e tira a carteira de motorista.

Em 2004 perde o pai e todos na família sofrem. Mariinha sente a necessidade de se aproximar mais da igreja. E se sente tocada pelo apelo de padre Marcelo Pereira que convida a comunidade para formar uma equipe da Pastoral da Criança. Sentiu-se chamada por Deus. Sua vida tomou novo rumo. Ela diz: “só assim podia ver o que Deus estava esperando de mim”.

Fez as capacitações para ser líder da Pastoral e durante dois anos fez visitas domiciliares a famílias nas comunidades pobres. Em janeiro de 2009 foi indicada para ser Coordenadora Paroquial da Pastoral da Criança.

Em 2007 decidiu ter mais um filho. Com todos os cuidados o filho Miguel nasceu em 2008. Mãe paraplégica cuidando de bebê. Mais um desafio. E assim foi.

Mariinha e Julio estão juntos há 15 anos, tem os filhos Adrielly com 13 e Miguel com 3 anos. Passaram por problemas, têm dificuldades, mas sempre perseverantes. “Quando nos colocamos a serviço do próximo, não vai evitar que tenhamos problemas, mas o fardo se torna mais leve”, diz. “Hoje não tenho tempo para nada, mas arrumo tempo para tudo.”

Ela conta: “sou dona de casa, faço hidro e fisioterapia todos os dias, participo de encontro de casais de outra paróquia, mas jamais deixo o compromisso com a Pastoral da Criança. Sou consultora da Natura, capacitadora do Guia de Líder (treinamento de voluntários da Pastoral) e membro do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Serrana”.

Hoje ela diz que “deficiente é aquele que não consegue andar em direção daqueles que mais precisam de sua ajuda. Deficiente não. Eficiente especial”.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Padre Possidio Viaja a serviço da Pastoral da Criança


Padre Possidio estará ausente da Paróquia esta semana que se inicia de 24 de fevereiro a 02 de março. O mesmo estará representando a Diocese de Mossoró juntamente à Pastoral da Criança em Curitiba - PR. Na oportunidade participará de Capacitação para exercer na diocese o serviço de Assisstente Eclesiástico da Pastoral da Criança.

Transferências de Padres


O Padre Iraildo, que hoje atua na Paróquia de Portalegre juntamente com Pe. Dário será transferido para a Paróquia de Martins. Sua posse como vigário paroquial será no dia 20 de abril na Igreja Matriz.

Desta forma, o Pe. Iraildo vem para somar forças na Paróquia juntamente com Pe. Possidio que, continua sendo o Pároco.

Em tempo: 
Vigário paroquial: sacerdote que o bispo diocesano nomeia para coadjuvar um pároco no exercício do seu ministério pastoral.

Pároco: Sacerdote encarregado da direção espiritual e da administração de uma paróquia.

Continuando as mudanças: o Pe. Erivom, que está em Itaú, assumirá a paróquia de Portalegre como Administrador Paroquial. Já o Pe. Dário passará a ser vigário paroquial; O Pe. Chagas, que está em Encanto, assumirá a Paróquia de Itaú e o Pe. José Mário, que está em São Miguel com o Pe. Valvecir, assumirá a Paróquia de Encanto.

Perguntas Frequentes sobre: Bento XVI, Conclave e Sé Vacante

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Perguntas Frequentes: Sé Vacante

Quais papas já renunciaram?
De acordo com o Vice-Prefeito da Biblioteca Apostólica Vaticana, Dr. Ambrogio Piazzoni, que escreveu um livro sobre a história da eleição dos papas, alguns Pontífices renunciaram obrigados e outros por livre e espontânea vontade. Papa Ponciano, em 235, foi condenado a trabalhar numa mina na Sardenha. Papa Silvério, em 537, foi obrigado a abdicar e exilar-se na Ásia Menor. Martino V foi preso e mandado para a Criméia. Sobre o Papa João XVIII, em 1009, não se tem muita certeza, mas é muito provável que tenha renunciado. Bento IX, em 1044, renunciou e após voltou ao papado. Posteriormente Celestino V, que reconheceu não estar preparado e por fim Gregório XII em 1415.
A renúncia de um Papa está prevista na Igreja?
Sim. A renúncia de um Papa está prevista e regulamentada pelo Código de Direito Canônico.
Qual é o termo correto para descrever o que o Papa fez?
"Renúncia" seria o termo mais específico e técnico. "Demissão" não, porque pressupõe que alguém aceita a demissão para que tenha efeito e, no caso do Papa, isso não é necessário. "Abdicação" seria o termo mais adequado para um rei.
O Anel: poderá ser destruído, como o selo papal?
O anel do pescador é o sinal visível da autoridade do Papa, que ele recebe no momento solene no início do Pontificado e que usa no dedo anular direito. Esta insígnia papal é documentada desde o tempo de Clemente IV (por volta de 1265) e era utilizada como selo secreto para correspondências privadas. Durante a solene celebração do início do Pontificado, o Cardeal Decano do Sacro Colégio o coloca no anular da mão direita do novo Papa. O anel, confeccionado em ouro, além de gravado o nome do Pontífice, tem a imagem em relevo do Apóstolo Pedro pescando sobre uma barca. Com a morte de cada Papa, o Cardeal Camerlengo o retira do dedo e, na presença dos representantes do Colégio dos Cardeais quebra-o, indicando com tal gesto o final do pontificado.
A Quarta Encíclica sobre a Fé: será publicada até o final de fevereiro?
O texto não está em condições de ser traduzido e publicado. Assim, este permanece como um documento que poderá vir a público posteriormente, mas talvez não na forma de Encíclica.
O que faz a Igreja durante a Sé Vacante?
Segundo a Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis, “em tempo de Sé Vacante, e sobretudo durante o período em que se desenvolve a eleição do sucessor de Pedro, a Igreja está unida em modo todo particular com os sagrados Pastores e especialmente com os Cardeais eleitores do Sumo Pontífice e implora a Deus o novo papa como dom de sua bondade e Providência. À exemplo da primeira comunidade cristã, da qual se fala no Ato dos Apóstolos (cf. At 1,14), a Igreja Universal, espiritualmente unida com Maria, Mãe de Jesus, deve perseverar unanimemente na oração; assim, a eleição do novo Pontífice não será um fato isolado do Povo de Deus e dizendo respeito somente ao Colégio dos eleitores, mas, num certo sentido, uma ação de toda a Igreja”.
Neste sentido, o beato João Paulo II pediu neste documento que “em todas as cidades e nos outros lugares, pelo menos os mais distintos, assim que se tenha a notícia da vacância da Sé Apostólica e, de modo particular, da morte do Pontífice, após a celebração das solenes exéquias, se elevem humildes e insistentes orações ao Senhor (cf. Mt 21,22; Mc 11,24), para que ilumine a alma dos eleitores e os torne assim concordes na sua tarefa, que se obtenha uma solícita, unânime e frutuosa eleição, como exige a saúde das almas e o bem de todo o Povo de Deus”.
Quais as atribuições do Cardeal Camerlengo? 
O Camerlengo, atualmente o cardeal italiano Tarcisio Bertone (nomeado em 4 de abril de 2007), é quem preside a Câmara Apostólica e que exerce a função de cuidar e administrar os bens e os direitos temporais da Santa Sé. No período da Sé Vacante, ele está entre aqueles que não entregam seu cargo e que continuam a exercer suas funções ordinárias, submetendo ao Colégio cardinalício aquilo que deveria ser apresentado ao Sumo Pontífice. Segundo a Constituição Universi Dominici Gregis, compete a ele:
  • colocar os selos que lacram os aposentos do Papa, dispondo que as pessoas que habitualmente frequentam o apartamento privado, possam permanecer até depois do sepultamento (em caso de morte do Pontífice), quando então todo o apartamento pontifício será fechado e selado;
  • comunicar a morte do Papa tanto ao Cardeal Vigário de Roma, que por sua vez, dá a notícia ao Povo de Roma com notificação especial, quanto ao Cardeal Arcipreste da Basílica Vaticana;
  • tomar posse da Residência Apostólica Vaticana e, pessoalmente ou por delegado, das Residências de Latrão e de Castel Gandolfo;
  • estabelecer, ouvidos os Cardeais Chefes das três Ordens, tudo aquilo que concerne à sepultura do Pontífice;
  • presidir a Congregação particular constituída pelo mesmo Cardeal e por três Cardeais Assistentes e que tem a tarefa de administrar as questões de menor importância;
  • decidir o dia em que devem iniciar as Congregações gerais para a preparação da eleição do Papa;
  • predispor, junto aos Cardeais que desempenhavam respectivamente a função de Secretário de Estado e de Presidente da Pontifica Comissão para o Estado da Cidade do Vaticano, as dependências da Domus Sanctae Marthae para a conveniente acomodação dos Cardeais eleitores e prover com eles os detalhes para a preparação da capela Sistina, a fim de que as operações relativas à eleição possam se realizar facilmente, de modo ordenado e com a máxima reserva;
  • Se a Sé do Penitenciário Mor estiver vacante, presenciar junto aos três Cardeais Assistentes à abertura das cédulas para a sua eleição que se dá por meio de votação secreta de todos os Cardeais eleitores presentes;
  • conceder permissão para eventuais fotografias a título de documentação do Pontífice defunto;
  • desde o início do processo da eleição assegurar com a colaboração externa do Substituto da Secretaria de Estado o fechamento da Domus Sancatae Marthae e da Capela Sistina e dos ambientes destinados às celebrações litúrgicas às pessoas não autorizadas;
  • receber o juramento dos cardeais sobre a observância do segredo do voto;
  • É obrigado a vigiar com diligência, junto aos três Cardeais Assistentes pro tempore, para que não seja de modo algum violada a confidencialidade do que ocorre na Capela Sistina, recebendo dos Cardeais eleitores, onde se realizam as operações de votações e dos espaços adjacentes, tanto antes quanto durante e depois tais operações, os escritos de qualquer natureza, que tenham consigo, relativos ao êxito de cada escrutínio, a fim de que sejam queimados com as cédulas.

O que é um Conclave?

O Conclave, que vem do latim cum clave (fechado), foi instituído apenas em 1271 pelo Papa Gregório X e a obrigação do voto secreto só surgiu a partir de 1621. A obrigação do segredo dos Cardeais durante e após o Conclave veio apenas com o papado de Pio X, e que incluía também a obrigatoriedade da conservação da documentação em arquivos. Em 1922, um Motu Próprio de Pio XI determinou a espera de 15 dias para iniciar o Conclave, a fim de aguardar a chegada dos cardeais de todo o mundo. A Constituição Apostólica Vacantis Apostolicae Sedis, de 8 de dezembro de 1945, do Papa Pio XII, determinou a maioria de 2/3 mais 1 dos votos dos Cardeais. O Motu Próprio Summi Pontificis electio, de João XXIII teve por objetivo uma simplificação do processo eleitoral. As listas das votações deveriam ser conservadas em um arquivo e consultadas somente com a autorização de um Papa. As anotações dos cardeais também deveriam ser conservadas e não queimadas como no tempo de Pio XII e por fim, deveriam ser queimadas somente as cédulas eleitorais.
Foi o Papa João Paulo II quem fixou que o Conclave deveria ser realizado na Capela Sistina. Paulo VI dizia que ‘normalmente’ os Conclaves deveriam ser ali realizados, enquanto que ao longo da história, se dizia que o Conclave deveria ser realizado no local onde o pontífice viesse a morrer. Conclaves foram realizados no Palácio Quirinale, antiga residência dos Papas, em quatro oportunidades. Também foi João Paulo II que definiu a Casa Santa Marta como local de acolhida dos Cardeais durante o Conclave. João Paulo II também aboliu as formas de eleição ‘por aclamação’ ou ‘por compromisso’, mantendo apenas a forma ‘por escrutínio’.
Como será o Conclave que vai eleger o sucessor de Bento XVI?
Está previsto para começar entre 15 e 20 de março, mas seu início poderá ser antecipado. A Constituição ‘Universi Domini Gregis’ prevê um tempo de espera para a chegada dos Cardeais a Roma. Como todos sabem que em 28 de fevereiro a Santa Sé fica Vacante, não faz sentido esperar todo este tempo para iniciar o Conclave, uma vez que todos os Cardeais já podem ter chegado a Roma. Bento XVI estuda a possibilidade de publicar um Motu Proprio nos próximos dias, obviamente antes da Sé Vacante, para precisar alguns pontos particulares da Constituição Apostólica sobre o Conclave que nos últimos anos foram apresentadas.
Bento XVI vai participar do Conclave para eleger seu sucessor?
Não. Bento XVI não vai participar do Conclave para eleger o seu sucessor e nem fará parte do Colégio Cardinalício.
Quem são os cardeais?
São os mais elevados assessores do Papa para os assuntos da Igreja. Eles são nomeados pelo Papa em Consistório. O Cardeal Decano preside o Colégio de Cardeais, e entre suas prerrogativas está a de perguntar ao eleito, no Conclave, se ele aceita ou não a missão. Também é o Cardeal Decano quem faz a consagração episcopal do papa eleito, caso este ainda não o seja. O Cardeal Vigário é o único que representa o Papa no governo da Diocese de Roma.
Em 1958, João XXIII excedeu o limite de 70 cardeais, e estabeleceu que a todas as três ordens de cardeais (diácono, presbítero e bispo) deve ser dada a dignidade episcopal. 
De acordo com o Código de Direito Canônico (cân. 349) as funções do Colégio de Cardeais são essencialmente três:
- Eleição, de forma colegial, do Romano Pontífice;
- Aconselhar o Papa no Consistório em assuntos de maior importância;
- Ajudar os cardeais, como indivíduos, e ao Romano Pontífice no cuidado diário da Igreja universal. Somente cardeais ocupam os seguintes cargos ocupados na Cúria Romana: Presidente da Secretaria de Estado; membros das Congregações romanas e prefeitos; os membros do Conselho de Administração; Presidente da Prefeitura para os negócios econômicos; presidente da Penitenciaria Apostólica.

A ação colegiada dos cardeais como conselheiros do Papa ocorre principalmente no Consistório, que se reune sob a presidência deste. No entanto, o Papa pode reunir os cardeais em sessão plenária, mesmo que isso toma a forma do Consistório.
Quais as regras do funcionamento do Colégio de Cardeais?
O Colégio dos Cardeais é dividido em três ordens: a ordem episcopal, que pertencem os Cardeais a quem o Romano Pontífice atribui o título de uma Igreja suburbicária, e os Patriarcas orientais que são membros do Colégio de Cardeais; a ordem de sacerdotes e a ordem diaconal, a quem é atribuído o título de uma paróquia romana. 
O Cardeal Decano tem o título da diocese de Óstia, juntamente com a outra igreja de que era o título anterior. Por uma escolha feita em Consistório e aprovada pelo Sumo Pontífice, os Cardeais da ordem sacerdotal, respeitando a prioridade de ordem e promoção, podem se mover para um outro título; os cardeais que tiverem permanecido na ordem diaconal por uma década inteira, pode ser elevados à ordem presbiteral.
Quem pode ser cardeal?
Pelo Cânon 351, podem receber este título homens livremente escolhidos pelo Romano Pontífice, que são, no mínimo, sacerdotes, com excepcional conhecimento em doutrina, virtude, piedade e prudência em questões práticas. Os que não são bispos devem receber a consagração episcopal . Os cardeais são criados por um decreto do Papa.
Como funciona o Consistório?
Em um Consistório ordinário, todos os Cardeais são convocados, pelo menos aqueles que estão em Roma para consulta sobre certos assuntos graves. No caso de um Consistório extraordinário, quando é sugerido pelas necessidades peculiares da Igreja ou o tratamento de assuntos sérios, são convocados todos os cardeais.
Apenas um Consistório ordinário pode ser público, isto é, quando, além dos Cardeais, são permitidos prelados, representantes da sociedade civil e outros que são convidados.
Quantos cardeais votarão no Conclave?
Estão aptos a votar 117, dos quais 67 criados por Bento XVI. Também os Cardeais que cumprirão 80 anos no mês de março (como Kasper e Poletto) participarão do Conclave. O limite previsto, para o voto, é para quem já atingiu esta idade até o primeiro dia da Sé Vacante.
Onde os cardeais eleitores ficarão acomodados?
Os cardeais eleitores ficarão alojados no Vaticano, na Domus Sanctae Marthae, a partir de 1º de março. O Cardeal decano do Colégio cardinalício é o Cardeal Angelo Sodano, que tem mais de 80 anos de idade. A ele diz respeito todas as funções que as normas atribuem ao decano até o momento em que os cardeais entram no Conclave. Após o início do Conclave, quando estarão reunidos somente os bispos eleitores, o decano passa a ser o Cardeal Giovanni Battista Re, baseado na sua idade e por pertencer à ordem mais elevada dos bispos. (É o cardeal-bispo mais idoso).
Porque apenas os cardeais votam no Conclave?
O Papa é chefe da Igreja Universal, mas também bispo de Roma. Em função desta estreita ligação, cada Cardeal, independente do país de origem, é titular de uma paróquia em Roma.
Quem pode alterar as regras do Conclave?
Somente um pontífice pode alterar as regras que regem um Conclave.
Bento XVI mudou as regras para a eleição de um Papa nas últimas semanas?
Não. Bento XVI não mudou recentemente as regras para a eleição de um Papa. Em 2007, ele fez uma pequena alteração para mudar o sistema de votação. Essa modificação de 2007 estabelece que é necessário uma maioria de dois terços na votação realizada no Conclave. O resto das normas vigentes continua a ser as da Constituição Apostólica Universi Dominici Gregis.
Quantos Conclaves já foram realizados?
O próximo, a ser realizado em março, será o 75º Conclave da história.

Perguntas Frequentes: Bento XVI

Por que Bento XVI escolheu as 20h do dia 28 de fevereiro para terminar o seu ministério como Papa?
Porque é a hora em que ele normalmente termina o seu dia de trabalho.
Quem vai assessorar Bento XVI após a renúncia?
Quer em Castel Gandolfo, quer no Mosteiro ‘Mater Ecclesia’, Bento XVI será acompanhado por Dom Georg Gaenswein, seu secretário particular, que permanece no cargo de Prefeito da Casa Pontifícia.
Quais serão os últimos compromissos públicos de Bento XVI?
No sábado, 23 de fevereiro, pela manhã, se concluirá o retiro com as palavras proferidas pelo Papa. Às 11h30 de Roma, Bento XVI se reunirá com o presidente italiano, Giorgio Napolitano. No domingo, 24, ao meio-dia, Bento XVI conduzirá o último Ângelus de seu pontificado com os fiéis reunidos na Praça de São Pedro. Na quarta-feira, 27, a última audiência geral se realizará na Praça São Pedro. Na quinta-feira, 28 de fevereiro, às 11h locais os cardeais saudarão o Papa na Sala Clementina, no Vaticano.
Bento XVI vai aparecer ao público após a renúncia?
Não estão previstas aparições após 28 de fevereiro. Ele deverá deixar o Vaticano de helicóptero às 17 horas do dia 28. Cerca de 15 minutos depois, chegará a Castel Gandolfo onde deverá saudar os vizinhos e visitantes do balcão da fachada principal. Deverá ser a sua última aparição pública.
Bento XVI tem alguma doença grave?
Não, Bento XVI não tem nenhuma doença grave.
É verdade que Bento XVI tem um marcapasso?
Sim, é verdade que Bento XVI tem um marcapasso. Ele tem desde que era Cardeal-Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Há algumas semanas atrás trocaram as baterias do marcapasso.
Qual será o nome do Papa após deixar o cargo em 28 de fevereiro: continuará a se chamar Bento XVI?
“Seguramente será bispo emérito de Roma”, afirma o diretor da Sala de Imprensa, padre Federico Lombardi. Ainda não existe uma regra oficial. No Anuário Pontifício "Bento XVI" continuará a ser o nome oficial utilizado.
Como ele deverá se vestir?
Não se sabe ainda como Bento XVI se vestirá.
Onde Bento XVI vai morar após a renúncia?
Bento XVI residirá em Castel Gandolfo de 28 de fevereiro até o final de abril ou início de maio. Poderá residir no habitual aposento pontifício, pois este não foi lacrado, como ocorre quando morre um Papa. Depois de Castel Gandolfo, Bento XVI residirá no Mosteiro ‘Mater Ecclesia’, no Vaticano. Até outubro de 2012 residiam ali as Irmãs de Clausura visitandinas. Os trabalhos de reforma foram iniciados em novembro de 2012 e serão concluídos nos próximos meses. Bento XVI encontrou as Irmãs visitandinas em duas ocasiões: celebrou a Missa no Mosteiro em 14 de dezembro de 2010, por ocasião da celebração do 4º centenário da fundação da Ordem da Visitação. E posteriormente recebeu as religiosas na Residência Apostólica em 14 de outubro de 2012, uma semana antes de deixarem o Vaticano.
Onde fica Castel Gandolfo?
Fica a 30 km ao sul de Roma, à beira do lago de Albano. A residência foi mandada construir em 1626 pelo Papa Urbano VIII como residência de campo para passar o verão. Desde a sua construção, a Igreja já teve 31 papas, sendo que apenas 15 fizeram uso da residência em algum momento. Bento XVI, nos seus quase oito anos de pontificado, passou longas temporadas neste belo local, onde escreveu parte da trilogia 'Jesus de Nazaré'.
Durante a II Guerra Mundial, os aposentos onde ficará Bento XVI foram transformados numa maternidade, onde nasceram 50 crianças, filhos de italianos que ali se refugiavam. Os pais das crianças, como forma de agradecimento ao Papa Pio XII (Eugenio Pacelli), colocaram o nome das crianças de Eugenio ou Pio.
A Residência Apostólica de Castel Gandolfo e os jardins ao seu redor ocupam 55 hectares, área maior que o Estado do Vaticano. Os jardins, com espaços projetados por Bernini, além das centenas de árvores, tem um espaço especial dedicado à Virgem Maria. Nas três vilas que formam o complexo (a Residência Papal, a Vila Barberini e outra destinada à administração), trabalham 55 pessoas, sendo que muitas vivem no local com suas famílias. O complexo também conta com exploração leiteira, produzindo cerca de 600 litros/dia, vendidos no supermercado Vaticano ou em leiterias locais. Ali também são criadas galinhas e produzidas verduras. A Residência Apostólica não possui grandes obras de arte, destacando apenas a beleza de algumas tapeçarias. A beleza do lugar e do lago de origem vulcânica suprem o que falta no interior da residência.

Quem vai morar com Bento XVI no mosteiro Mater Ecclesia, dentro do Vaticano, após a sua aposentadoria?
Os Memores (grupo de mulheres consagradas, membros da família pontifícia, que auxiliam o papa nas necessidades regulares de casa) e seu secretário pessoal, monsenhor Georg Gänswein.
Qual o balanço das audiências gerais realizadas no pontificado de Bento XVI?
Em 27 de fevereiro será a última Audiência Geral de Bento XVI. Em 27 de abril de 2005, por sua vez, foi realizada a primeira. Em quase 8 anos de pontificado, Bento XVI presidiu 348 Audiências Gerais, das quais participaram 4.982.600 fiéis (dados até dezembro de 2012). A maior participação foi em 2006, quando, das 45 audiências, participaram 1.031.500 fiéis.
A seguir, os dados de cada ano:
Em 2005, 32 Audiências Gerais, 810.000 fiéis
Em 2006, 45 Audiências Gerais, 1.031.500 fiéis
Em 2007, 44 Audiências Gerais, 729.100 fiéis
Em 2008 , 42 Audiências Gerais, 534.500 fiéis
Em 2009, 44 Audiências Gerais, 537.500 fiéis
Em 2010, 45 Audiências Gerais, 493.000 fiéis
Em 2011, 45 Audiências Gerais, 400.000 fiéis
Em 2012, 43 Audiências Gerais, 447.000 fiéis
Em 2013, 8 Audiências Gerais (sem dados)

É verdade que Bento XVI decidiu demitir-se durante sua viagem apostólica ao México?
Durante sua viagem apostólica ao México e Cuba, Bento XVI amadureceu o tema de sua renúncia como uma etapa a mais no seu longo processo de reflexão e discernimento. Além disso, a viagem não teve qualquer relevância a este respeito.
Por que Bento XVI decidiu ficar, depois de dois meses em Castel Gandolfo, num mosteiro no Vaticano e não retornar à Baviera, sua terra natal?
Bento XVI não mencionou claramente, mas a presença e oração de Bento XVI no Vaticano dá uma continuidade espiritual ao papado. Além disso, Bento XVI mora no Vaticano há mais de três décadas.
Quais são as razões exatas dadas por Bento XVI para a sua renúncia?
Na segunda-feira 11 de fevereiro, o Papa Bento XVI afirmou explicitamente que chegou “à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino” e também mencionou que, para governar a Igreja e anunciar o Evangelho, é necessário “o vigor quer do corpo quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado”.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

QUARESMA E CF 2013


Vivemos da morte-ressureição de Jesus Cristo! Seu nascimento, vida, gestos e palavras receberam sua plenificação na gratuídade da cruz. Cruz Transformação, ressureição!

Os quarenta dias que precedem a Cruz e a Ressureição sinalizam o caminho que a Igreja, na liturgia, nos oferece como possibilidade de sermos atingidos pela experiência redentora de Jesus Cristo. Nas celebrações, as leituras nos provocarão a seguir o Senhor até o "clarear do novo dia". Seguir, ouvindo as palavras da Escritura, é a expressão do desejo maior de sermos tomados na profundidade de nossas pessoas e comunidades pelo Mistério da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor.

A Igreja, durante o tempo quaresmal, nos apresenta o jejum, a esmola e a oração, como exercícios preciosos, no caminho de nossa transformação em Jesus Cristo. A quaresma deve, portanto, vir iluminada pelo desejo de conversão. Nesse tempo especial, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB nos apresenta a Campanha da Fraternidade como itinirário de conversão pessoal, comunitário e social. Fraternidade e Juventude é o tema da Campanha para a quarsma em 2013. O lema é inspirado no profeta Isaías 6,8: "Eis-me aqui, envia-me!".

Estamos vivendo numa época muito forte de opção efetiva eclesial pela juventude em nosso país. A Igreja, ciente do mandato missionário recebido de Jesus Cristo, tem a responsabilidade de defender e de promover a vida de todos. Neste mundo midiático com esta nova cultura desafiadora a Igreja é chamada a se posicionar na perspectiva do anúncio, da denúncia, da motivação, da co-responsabilidade, da divulgação daquilo que contribui.

Ao abordar o tema da Juventude e da cultura midiática na qual ela se faz presente interagindo, a CF 2013 visa tanto os jovens quanto os adultos em seu processo de amadurecimento enquanto cristão e cidadão, ser de relação e chamado à vida plena.

O lema escolhido ressalta o reconhecimento da parte da Igreja do valor do jovem, provocando neles este compromisso de serem comunicadores da vida e da verdade que liberta os filhos de Deus de todas as amarras, escravidões, condicionamentos. O 'eis-me aqui, envia-me' é a voz forte do jovem que, repleto de sonhos e com grande auto-estima, se coloca à disposição para ajudar a todos nós a navegarmos em águas profundas neste mundo virtual que lhe é caro e próprio.

Mais do que nunca podemos afirmar: se nossa opção pelos jovens não for consciente, intencional, efetiva, teológica, devemos fazê-la por uma urgente necessidade de sobrevivência! Se aproximarmos este novo dos jovens com a experiência que o mundo adulto tem, muitas coisas poderão mudar e melhorar! A Igreja e a Sociedade já estão nas mãos deles: acolhamos com respeito o que eles têm para nos ensinar! Eles são, acima de tudo, o presente, chamados a conduzir-nos para um novo tempo. Em certo sentido nós, adultos, dependemos mais dos jovens do que eles de nós!

Este ano a CF tem como Objetivo Geral:
Acolher os jovens no contexto de mudança de época, propiciando caminhos para seu protagonismo no seguimento de Jesus Cristo, na vivência eclesial e na construção da vida, da justiça e da paz.

E Objetivos específicos:
1 - Propiciar aos jovens um encontro pessoal com Jesus Cristo a fim de contribuir para sua vocação de discípulo missionário e para a elaboração de seu projeto pessoal de vida;
2 - Possibilitar aos jovens uma participação ativa na comunidade eclesial, que lhes seja apoio e sustento em sua caminhada, para que eles possam contribuir com seus dons e talentos;
3 - Sensibilizar os jovens para serem agentes transformadores da sociedade, protagonistas da civilização do amor e do bem comum.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Bento XVI anuncia renúncia

paparenuncia2013

A Rádio Vaticano divulgou a informação de que o papa Bento XVI anunciou nesta segunda-feira que renunciará ao cargo no dia 28 de fevereiro. Eis o texto integral do anúncio:
“Caríssimos Irmãos, convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idôneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor, quer do corpo, quer da mente; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste ato, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20,00 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.
Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus".
Vaticano, 10 de Fevereiro de 2013.
BENEDICTUS PP XVI


Carnaval, Cinzas e Fraternidade

O carnaval pode ser vivido de diversas maneiras. Não teve sua origem no Brasil, como muitos pensam, mas na Grécia. Era uma festa de alegria pagã. No Brasil, o carnaval é coisa séria. Há quem fale que o ritmo normal da vida no país só começa após o carnaval. É tempo do vale tudo. Vale mergulhar fundo no prazer sem freios, na bebida, nas drogas. E isso tudo equivocadamente é em nome da alegria. Que alegria é essa, que, no final da folia, se acaba?

Há, porém, o Carnaval verdadeiro, marcado por uma alegria verdadeira. Nesse Carnaval é dispensado o prazer irresponsável, a bebida, as drogas, para se celebrar a vida.  O católico pode comemorar o carnaval, desde que respeite os princípios cristãos, sem se entregar aos excessos permissivos tão difundidos em nossos dias. Quem não participa das festividades públicas, procure se alegrar junto a sua família e amigos. Isso precisa ser resgatado.

As Dioceses, as Paróquias e as Comunidades deste país promovem um carnaval diferente, repleto de alegria, a qual Deus quer para todos os seus filhos. Em todo caso, é carnaval. Quem vai fazer festa que faça com respeito ao próximo e aos valores. Muitos decidem passar o Carnaval na tranquilidade do campo, da praia. Outros em retiro espiritual, numa experiência de Deus, profunda e transformadora. Outros ainda vão ficar em casa e assistir ao espetáculo de criatividade, de luz e de cores, promovido pelas escolas de samba.

Passados os dias de Carnaval tem início o tempo da Quaresma com a imposição das cinzas sobre nossas cabeças e ouvindo este apelo de Jesus: “convertei-vos e crede no Evangelho!” Estas palavras, indicam um inteiro programa de vida, preparando-nos para celebrar a Páscoa. Assim, na oração, no jejum, no exercício da caridade fraterna, na penitência, caminhamos ao encontro do Cristo pascal.

Na Quaresma nos exercitamos na revisão de vida e na conversão nas nossas práticas religiosas, para que elas não sejam apenas manifestações formais e exteriores de religiosidade – “para serem vistos pelos homens” – mas sejam a expressão de uma vida que se volta sinceramente para Deus. E, durante a Quaresma, realizamos a Campanha da Fraternidade. Esta indica uma reflexão específica para nos exercitarmos na caridade; neste ano, é a juventude. Queremos juntos encontrar caminhos para acolher e integrar nossa juventude. Nossa resposta generosa ao chamado deve ser: “Eis-me aqui, envia-me” (Is 6,8). Convertamo-nos, e nos desafios deste mundo, tornemo-nos missionários a serviço da juventude.

Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena 
Bispo de Guarabira (PB)



sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

AGENDA DE MISSAS PARA O CARNAVAL


09/02 - Sábado
19—Missa na Matriz (Pe. Maciel)
19h30—Missa de Abertura Retiro de Carnaval em Serrinha dos Pintos - Ginásio de esportes (Pe. Possidio).


10/02 - Domingo
06h – Missa na Matriz
10h — Missa em Frutuoso Gomes
19h — Missa em Antônio Martins
19h30m — Missa na Serrinha dos Pintos - Ginásio de esportes presidida por Pe. Valdecir - São Miguel. 


11/02 - Segunda-feira
9h—Missa dos Idosos em Serrinha dos Pintos - Capela de N. Sra. da Salete (Pe. Iraildo).
16h—Missa dos Jovens - Ginásio de esportes - (Dom Mariano).
19h—Encerramento da Festa de N Sra do Sertão  - Maniçoba

12/02 - Terça-feira
8h—Missa das Crianças— Capela de N. Sra. da Salete (Pe Maciel)
17h—Missa de Encerramento Retiro de Carnaval em Serrinha dos Pintos - Ginásio de esportes (Pe. Possidio).


13/02 - Quarta-feira de Cinzas
7h — Missa em Serrinha dos Pintos
10h — Missa em Frutuoso Gomes
17h — Missa em Antônio Martins
19h30m — Missa em Martins

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

PROGRAMAÇÃO PROPOSTA - XV RETIRO DE CARNAVAL

 

SÁBADO – 09/02/2013:

> 15h: Acolhimento/ambientação das caravanas por equipes (Praça);

> 18h: Jantar de acolhida;

> 19h: Santa Missa de abertura com bênção para as famílias;

> 21h: Arrastão com trio nas ruas de Serrinha, concluindo na Praça, com Ministério Me Chamaste.

DOMINGO – 10/02/2013:

> 08h30: Gincana de integração/amizade – atividades bem selecionadas: artes (canto/dança...)/atividades físicas/conhecimento da Palavra (equipes por cor); (até 11h30)

> 14h30: Tarde de louvor, oração e pregações

> 19h30: Missa dominical com oração de cura interior;
SEGUNDA – 11/02/2013:

> 07h: Trilha;

> 08h: Acolhimento dos idosos, enfermos e pessoas especiais, seguido de Santa Missa na Capela Nossa Senhora da Salete;

> 14h30: Tarde de louvor, oração e pregações no Ginásio de Esportes; (até 16h45)

> 19h30: Show’s com bandas regionais ; 

> 21h15: Adoração ao Santíssimo; 

> 22h: Show com atração estadual ou regional; (até 24h)

Obs.: Tenda da misericórdia (confissão/aconselhamento; exposição do Santíssimo);
TERÇA – 12/02/2013:

> 08h3: Atividades com crianças;

> 14hh: Tarde de louvor, oração, e pregação ;

> 17h: Missa de encerramento.
QUARTA – 22/02/2012:

> 7h: Santa Missa de quarta-feira de Cinzas na Capela Nossa Senhora da Salete.


(*) Programação sujeita a alterações, a depender do fechamento das contratações.

sábado, 26 de janeiro de 2013

RÁDIO VIDA FAZ ANIVERSÁRIO DE 17 ANOS


17 ANOS DE AMOR E RESPEITO POR VOCE OUVINTE...

PARABÉNS A TODOS OS QUE FAZEM A RÁDIO VIDA: OUVINTES, LOCUTORES, SONOPLASTAS, DIRETOR, COLABORADORES E ANUNCIANTES!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

O pecado, padre Vieira e o direito canônico



Uma fotografia formidável do pecado

Nalgumas comunidades eclesiais, evita-se falar em pecado. Vamos cuidar das coisas boas, dizem certas pessoas. Há, até, quem afirme que o pecado não existe; é obsessão de gente moralista! Por que tal postura? Afinal de contas, hoje em dia, o pecado está tão presente e atuante no mundo. Se não, vejamos. Atentemo-nos para as guerras intestinas em vários países. Observemos os inúmeros assassínios e chacinas que ocorrem dia a dia na nossa cidade, no nosso país; as falcatruas, os roubos e prevaricações libidinosas e administrativas; os crimes de trânsito impunes; a pedofilia; o sexo como mercadoria; o aborto institucionalizado... Meu Deus! Difícil afirmar que não se perpetram pecados hodiernamente. Há-os tantos!

Em geral, esquecemo-nos de um tipo de pecado: o pecado de omissão. Quando questionados, respondemos: eu não cometo pecado nenhum, pois não faço mal a ninguém! Todavia, é pecado deixar de praticar boas obras; esquivar-se do dever de socorrer o próximo, sobretudo o pobre. Jesus no-lo confirma esta doutrina no evangelho do juízo final: “estive com fome, com sede, faminto, e não me socorreste” (Mt 25, 31-46).

Ninguém soube descrever melhor a feiúra do pecado que o “imperador da língua portuguesa”, pe. Antônio Vieira, SJ. Transcrevo a seguir um excerto do Sermão da Publicação do Jubileu, pregado em 1654. Ouçamos o grande jesuíta:“Sabeis vós (...) por que não tendes ao pecado o horror e aborrecimento que o menor deles merece? É porque não conheceis a sua fealdade. Representá-la como verdadeiramente é não é possível (...).

Considerai-me uma cara (que não mereça nome de rosto, nem ainda de monstro) deformissimamente macilenta, seca e escaveirada, a cor verde-negra e funesta, as queixadas sumidas, a testa enrugada, os olhos sem pestanas nem sobrancelhas e, em lugar das meninas, duas grossas belidas; calva, remelosa, desnarigada: a boca torta, os beiços azuis, os dentes enfrestados, amarelos e podres, a garganta carcomida de alparcas, em lugar de barba um lobinho que lhe chega até os peitos, e no meio dele um cancro fervendo em bichos, manando podridão e matéria, não só asqueroso e medonho à vista, mas horrendo, pestilento e insuportável ao cheiro. Cuidais que disse alguma coisa? Do que verdadeiramente é [o pecado], nem sobras (...).” 

O pecado tem de ser debelado, destruído. No lugar dele, há de vicejar a caridade, verdadeira antítese do mal. Aí, sim, surgirão coisas boas de que tratar. É oportuno termos em mente uma fotografia formidável do pecado, como a tirada por Vieira. Contudo, jamais percamos de vista o princípio de que o pecado tem de ser realmente odiado; já o pecador será sempre amado e respeitado. 

O modo ordinário de se conseguir a absolvição do pecado é o sacramento da penitência, consoante prescreve o cânon 960. De fato, Jesus, sumamente misericordioso, instituiu o mencionado sacramento, ofertando-nos a oportunidade de lograrmos a absolvição até mesmo com uma contrição imperfeita ou atrição, isto é, quando nos arrependemos precipuamente pelo temor das consequências nefastas da ofensa a Deus. Segundo o estatuído no cânon 989, todo fiel deve confessar os pecados graves, ao menos uma vez por ano.

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